Nossa História
Como a Talhe surgiu
A Talhe foi fundada em Goiânia com uma observação simples: a maior parte dos problemas crônicos dentro de organizações não vinha de falta de competência técnica. Vinha de conversas que não aconteceram, de interpretações que nunca foram verificadas, de decisões que deixaram alguém de fora sem que ninguém dissesse isso abertamente.
Percebemos que os programas disponíveis no mercado tratavam conflito como problema a ser resolvido, não como processo que pode ser conduzido. Isso mudava completamente o tipo de habilidade que precisava ser ensinada.
Desenvolvemos então um conjunto de quatro movimentos fundamentais — descrever, expressar, verificar, combinar — e construímos todos os nossos formatos em torno da prática repetida desses movimentos em situações reais. O restante do método veio da observação cuidadosa do que realmente acontece quando duas pessoas com posições diferentes precisam trabalhar juntas.
Missão e Valores
O que nos orienta
Prática antes de teoria
Conhecimento sem repetição não muda comportamento. Cada hora de instrução corresponde a pelo menos duas de prática estruturada.
Tensão como dado, não como ameaça
Desacordos produtivos existem quando há tensão suficiente para manter posições distintas em diálogo. O objetivo não é eliminá-la.
Autonomia como meta
Formamos facilitadores internos porque o trabalho só tem valor se a organização puder continuá-lo sem depender de nós.
Transparência sobre o processo
Descrevemos com precisão o que cada formato cobre e o que não cobre. Não expandimos escopo sem acordo explícito.
Equipe
As pessoas por trás do método
Renata Carvalho
Facilitadora Sênior
Trabalhou por onze anos em mediação de conflitos organizacionais antes de co-fundar a Talhe. Conduz os cohorts de liderança e supervisiona os facilitadores internos nos programas completos.
Marcos Figueiredo
Designer de Currículo
Responsável pela estrutura pedagógica dos programas. Desenvolveu o modelo dos quatro movimentos e o sistema de observação estruturada usado nos workshops e cohorts.
Larissa Andrade
Coordenadora de Programas
Cuida da relação com as organizações parceiras e da logística dos programas. Garante que cada cohort comece com o mapeamento de contexto necessário para que a prática faça sentido.
Padrões de Trabalho
Como garantimos consistência
Mapeamento antes da entrega
Nenhum programa começa sem um levantamento do contexto da organização. O conteúdo é ajustado com base no que encontramos, não em um modelo fixo.
Observação estruturada nas sessões
Cada rodada de prática é observada por um facilitador dedicado. O retorno é específico, baseado no que foi dito, não em avaliações gerais de desempenho.
Confidencialidade das sessões
O conteúdo das práticas fica dentro do grupo. Não compartilhamos situações trazidas pelos participantes com a organização contratante sem consentimento explícito.
Documentação clara de escopo
Cada programa tem uma nota de escopo que descreve o que está incluído, o que não está e o que seria necessário para ampliar. Alterações requerem acordo por escrito.
Co-entrega antes da autonomia
Facilitadores internos conduzem sessões ao lado da nossa equipe antes de assumir a entrega de forma independente. A transferência é gradual e supervisionada.
Revisões pós-programa
Programas completos incluem revisões trimestrais por dezoito meses. O acompanhamento permite ajustes no currículo conforme o contexto organizacional muda.
Contexto e Expertise
Gestão de conflitos como campo de prática
Goiânia concentra um número crescente de organizações de médio porte com estruturas gerenciais que precisam de instrumentos para navegar o crescimento sem aumentar o atrito interno. A Talhe foi pensada para esse contexto — não como resposta a crises pontuais, mas como recurso para construir capacidade ao longo do tempo.
A gestão de conflitos organizacionais envolve habilidades distintas: ouvir sem interromper internamente, separar o que foi dito do que foi interpretado, comunicar necessidades sem atribuir intenção à outra parte. Nenhuma dessas habilidades se desenvolve por leitura ou por compreensão intelectual. Todas requerem repetição em condições que se aproximem do ambiente real de trabalho.
Os formatos que oferecemos foram desenhados para que essa repetição aconteça dentro de um grupo suficientemente pequeno para permitir observação detalhada, mas suficientemente diverso para que as situações de prática não sejam artificiais. O tamanho dos grupos, o perfil dos participantes e a estrutura das sessões são decisões pedagógicas, não operacionais.
Para organizações que precisam de um programa interno, o trabalho vai além da entrega de conteúdo. Inclui documentar a prática atual, identificar onde os padrões de conflito se concentram e construir um currículo que faça sentido para aquelas equipes específicas. Isso leva tempo — oito meses é o prazo mínimo para que um programa interno esteja funcionando de forma autônoma.
Próximos Passos
Entenda qual formato serve ao seu momento
Uma conversa inicial de trinta minutos é suficiente para identificar se há alinhamento entre o que a sua organização precisa e o que a Talhe oferece.
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